A LENDA
do OKAYGUA


Uma jornada
PELA TERRA SAGRADA

A Lenda do Okayguá é um filme de artes marciais.

Okayguá é a palavra guarani para “guerreiro”, mais conhecida atualmente como Xondaro.

O protagonista desta história é Kyre’ymbá, o mitológico guerreiro guarani, cuja trajetória está intimamente ligada ao mito da criação da Yvyrupá, a Terra Sagrada para os Guarani Mbyá

A Lenda do Okayguá é mais que um filme de aventura. É uma lenda nativa, um mito ancestral de uma terra sem males.

Ele vem para alimentar o sonho e a luta de todos nós pelo futuro. Sua narrativa é uma mensagem de amor divino pelo ser humano e pela natureza, contada na língua sagrada Guarani Mbyá.


A profecia escolheu um jovem. A jornada irá transformá-lo.

Desde antes do seu nascimento, os mais velhos já sabiam quem estava por vir ao mundo: um grande mestre Okayguá e guerreiro Mbyá Guarani. Ele seria responsável por cumprir o destino sagrado de seu povo, e manter a harmonia celestial na Terra.

Em sua caminhada, Kyre’ymbá vai aperfeiçoando-se na arte de dançar e lutar. Em cada direção cardeal da Terra Yvyrupá ele encontra um Guerreiro Okayguá e com ele aprende novos conhecimentos.

Todos os personagens são escritos para serem vividos por atores Mbyá Guarani, com suas roupas típicas, adornos, grafismos, música ritual e língua materna.


Timóteo Verá Tupã Popygua nasceu nas margens do rio Iguaçu. Cacique da Tekoa Reserva Indígena Takuari, localizada em Eldorado-SP, Timóteo é filósofo Guarani Mbyá e autor de dois livros pela editora Hedra. Dedicou sua vida à busca das raízes mais profundas na sabedoria de seus mais velhos, xeramões e xejarães.

É um dos fundadores da Comissão Guarani Yvyrupá.

A Lenda do Okayguá será o seu primeiro longa-metragem.

A terra uma só (2017) reúne narrativas dos Guarani Mbyá sobre a origem da Terra, do ser humano, da linguagem e dos animais e plantas da Mata Atlântica contadas, pela primeira vez, por um Guarani Mbyá, sem intermediário de um não indígena. As narrativas históricas do povo se entrelaçam com dados autobiográficos da vida do autor.

A folha divina (2024) narra a história da origem da erva-mate. No início dos tempos, Nhanderu, que criou o mundo, transformou sua filha moça em uma árvore de erva-mate, ou “ka’a miri’i”, cujas folhas trazem alegria e força. Desde então, essas árvores têm sido cultivadas pelos povos indígenas ao longo dos milênios. A narrativa do livro também explora o conhecimento guarani sobre o “bem viver”, e destaca a importância da preservação da Mata Atlântica para manter esse equilíbrio. Além disso, A folha divina aborda a apropriação capitalista da erva-mate, explorada há séculos pelos “juruá”, o que contribui para a devastação das matas nativas.

“A sabedoria milenar guarani, uma vez mais, descreve à sua maneira a ordem de fazimento do mundo […] Com efeito, toda tradução de um texto sagrado é um ato político, assim aconteceu com São Jerônimo e com Lutero ao traduzirem a Bíblia, assim acontece com Popygua.”

Álvaro Faleiros, no blog Outras Palavras

Um filme
em construção

A Lenda do Okayguá se propõe a contribuir de maneira diferenciada na produção audiovisual brasileira, pelo protagonismo indígena de seu idealizador e pela inovação de seu argumento. O gênero de Artes Marciais é muito pouco explorado no cinema brasileiro, apesar do seu grande potencial de recepção junto ao público. A luta do Xondaro, ou Okayguá é uma arte marcial viva e pulsante na cultura guarani. No cinema ela pode ganhar visibilidade e tornar-se, assim como a capoeira, um patrimônio nacional.

O projeto está em fase de captação de recursos para desenvolvimento. O argumento, escrito pelo autor Timóteo Verá Tupã em parceria com a cineasta Lorena Duarte, conta com registro de obra e reservam-se todos os direitos.


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